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terça-feira, 11 de maio de 2010

Bruna Scheffer



Bruna Scheffer . Colégio Kennedy. N° 5. Turma 81. Novembro do 2009

Matemática – Prof° Anderson Santos. Projeto Movimente-se. Artigo Bienal!

A obra que mais me chamou atenção foi a “Um instante por favor”.
Cada vez que a repenso, encontro uma ligação ainda mais forte com a minha vida.
Talvez seja pessoal demais minhas próximas linhas e eu nunca imaginei escrever sobre o mais intimo de mim em um artigo para o colégio, mas eu preciso dizer o quanto fez diferença pra mim.
Geralmente passo algumas tardes falando sozinha, me repensando, cada dia invento situações, historias, momentos e paixões em minha cabeça, é tanta coisa que me vejo caminhando e falando alto.
Pode ser estranho mas é esse meu mundo, são poucos, poucos mesmos os que a ele tem acesso. As vezes me pego sozinha no recreio, mas não é porque não tenho com quem andar, tenho, mas é porque eu quero ficar sozinha. Algumas pessoas são tão flageladas, tento me esquivar dessa energia podre de quem só quer o mal dos outros. Talvez seja por isso que amo tanto minha gatinha chamada Tila.
Como qualquer pessoa tenho meus momentos de tristeza e de alegria extrema, mas talvez o que faz com que me sinta diferente é o fato de estar sempre bem segura dentro de meus sentimento. Sei que as vezes sou meio egoísta e mesquinha também. Sei quem sou.
O que me fez escolher esta obra em que a mulher se filma, com zoom máximo em seu rosto, suas imperfeições e sua cicatrizes, é o fato de que em minha maneira louca, sempre faço isso. Meu rosto não é nem tão cansando e machucado ainda.
A obra incentiva as pessoas a terem um momentinho para si, para se libertarem e não se importarem com nada. Aquela pessoa, depois de uma vida, só precisava se libertar e ser quem ela realmente é. Adorei essa obra porque mesmo que eu não tenha uma vida enorme ainda, sempre faço isso, me solto dentro das muralhas de meu ser, dentro de meus limites, convivendo com meus erros e meus acertos, sem nenhuma máscara para me fazer melhor do que sou. A obra me ajudou a investigar se devo fazer isso só quando estou segura entre meus limites, a mulher fez na frente de todos, se libertou plenamente. Eu achava que minha liberdade era plena e que estava bem assim, sozinha comigo, mas não, a mulher alcançou a plenitude, eu não. Essa obra os conceitos que estavam ninando minha vida.

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